Iluminação by Maneco Quinderé

Maneco Quinderé é um renomado light designer, piauiense, radicado no Rio de Janeiro a mais de 30 anos.

Iniciou-se na carreira de light designer como assistente de Luiz Paulo Neném e Aurélio de Simoni, no Rio de Janeiro. Além de iluminar grandes espetáculos, também ilumina shows de artistas de renome, como Gal Costa, Caetano Veloso, Chico Buarque……

Ele deu uma entrevista super bacana para a revista Casa Vogue! Confiram…

Iluminar é: A melhor maneira de me comunicar com o mundo.

Você se sente bem no escuro? Prefiro a sombra. Para tê-la, tem de haver luz.

De onde vem a luz mais bonita? Do sol. A luz do amanhecer e do entardecer é uma das coisas mais lindas que já vi.

A luz mais bonita do mundo mora em qual cidade? Roma possui a luz natural mais bonita. Tóquio, a luz artificial mais impressionante.

Qual pessoa você julga iluminada? Minha mulher, (a atriz) Luciana Branga. Ela tem uma clareza de raciocínio muito grande.

Qual luminária melhor combina estética e função? Porca Miséria, de Ingo Maurer. Espetacular, tem a técnica perfeita para iluminar uma mesa de jantar.

Qual a sua cor preferida sob a luz? Vermelho, porque, além de excitante, transmite muitas sensações: drama, perigo, paixão,sexo…

Quais artistas usam a luz de forma exemplar? O pintor Rembrandt, pelo contraste entre luz e sombra, e o artista Dan Flavin (foto), que usa luminosidade e cor, produzindo esculturas de luz.

Algum filme mudou seu jeito de iluminar a vida? Fui influenciado por alguns filmes: Metropolis, de Fritz Lang, Roma, Cidade Aberta, de Roberto Rossellini, Blade Runner, de Ridley Scott, e A Barriga do Arquiteto, de Peter Greenaway.

Qual livro você gostaria de iluminar no palco? Pergunte ao Pó, de John Fante. Gosto muito desse autor e ninguém ainda o adaptou para o teatro.

Para qual palco você sonha projetar a iluminação? Para o Metropolitan Opera, em NY, pelo que representa o lugar, por suas condições técnicas, seu nível de cantores.

Em qual lugar do mundo você pretende envelhecer? No Rio de Janeiro, a melhor cidade do mundo.

Quando as luzes da ribalta se apagam, qual é a sua sensação? Alívio. Para contar uma história no teatro, é preciso “mentir” bem, senão ninguém vai acreditar nela. Por isso, a tensão é grande. Ao final do espetáculo, parece que tirei um caminhão das costas.

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